Você sabe que ela existe, ela deve estar lá, não a vi saindo, ela não me abandonaria, logo ela a quem me apeguei tanto. Deve ter se envergonhado de mim, afinal não a tratei como merecia, roubei o mérito que era dela e nem sequer a mencionei em minhas palavras, sou tão frio que as palavras saem como blocos de gelo e por falar baixo elas atingem somente aos meu próprios pés. Tenho pés roxos!
Ela nunca abriu meus olhos, e eu deveria ter percebido sozinho, afinal, é pra isso que servem as expectativas. Você as cria e assim que consegue quebrá-las você pode colocar a culpa em quem não as tinha, pura tecnologia social. Lembro quando ela aparecia do nada, em momentos de embriaguez ou solidão, era divertido ela era tão suave e paciente comigo, eu tinha dificuldade em algo e ela me esperava, esperava... até que eu conseguisse assimilar.
Ao final de tudo que ela me mostrava eu sentia orgulho, mas não orgulho dela, o orgulho era meu, eu a roubava todas malditas vezes. E ela não abriu meus olhos, apenas foi embora, com lágrimas nos olhos que não eram de tristeza, mas de piedade.
Foi-se embora, com lágrimas nos olhos de piedade. Foi-se embora minha "criatividade".
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O crack como uma onomatopéia
Você vive sobre uma superfície fria, supostamente congelada, supostamente um bom lugar, supostamente uma vida, supostamente seguro. Por que? Porque você sabe que uma suposição é o melhor lugar para esconder uma mentira; o gelo se quebra, a água é, obviamente, gelada, perda de memória, nascimento, impossível saber... De onde surgi, o que estou fazendo, estou sentindo algo, vou chamar isso de "frio", é diferente, é legal, é bonito, alguém já disse isso antes? Acho que posso me acostumar a ser um ladrão se ninguém conseguir me acusar. Talvez, se me ater aos detalhes, seja incrível a descoberta da vida! Mas não... pouco ávida é a vida, passada a euforia da novidade você irá olhar ao redor e todo o resto, tudo! Será apenas congelamento em banho-maria!
sábado, 27 de março de 2010
A ópera palavresca do baterista morto
Hoje foi o dia da doença, o dia da loucura, o dia da ejaculação antecipada.
Hoje foi um dia de sorte.
Foi um dia de “arte” interior.
Sempre me senti como um incentivador, hoje sou evitado, alguns dias não estava bem animado e todo mundo demostrava se sentir da mesma forma. Um bando de brochas. Mas sempre tínhamos uma faísca pra reanimar, um incentivo do outro.
Mesmo não concordando com todas aquelas idéias, elas faziam parte de mim, e quando tocávamos tudo á nossa volta era estático, simultaneamente elástico. A nossa inércia era continua por umas três horas de muito barulho calor e suor, e principalmente muita criatividade.
Era uma comunhão de uma sintonia fina, fluindo rápido demais.
Eu cresci com a banda e a banda cresceu comigo. É verídico! Não é clichê dizer isso.
Eu era uma peça importante também.
Aqueles caras, me davam toda a liberdade que eu precisava pra criar, e eu fazia do meu jeito, do jeito que dava, com dicas de amigos especialistas, e depois ficava tão bacana que era gratificante demais.
Viradas nos meios impróprios, em lugares inesperados, dando lugar pros graves do surdo, no meio das frases, dos arranjos distorcidos e harmoniosos, simples e vivos! Tan tarandan tan tan tan tan Tum Tum Tum Tum....
Todos desconhecem nossa introspecção! Todos desconhecem a riqueza do mundo interior de cada um, e julgam, julgam e julgam...
Eu mesmo julguei demais, erroneamente, me arrependo, cada um na sua onda e pronto.
Ninguém quer saber os motivos, e principalmente entende-los.
Se foi uma decisão fácil? Claro que não foi, e confesso, foi um processo doloroso.
Deixar à merce alguns companheiros de banda, como eu acreditava alguns amigos, nunca foi o plano.
Optei por agradar meu pai ( que nos últimos tempos me desagradou muito[esses fatos não lhes cabe por hora] ), mas que sempre vai ser meu pai, até minha morte, que não está muito longe.
Claro que tudo isso é um turbilhão muito mais complexo, um turbilhão moldado e resumido.
São só notas do morto mal interpretado, que mal sabe se explicar, e custa ser ouvido.
São só acordes simples mal arranjados num tom psicodélico.
Me despeço em sol maior, e que todo o cosmo na grandeza das cores e sons abrase vocês MACACOS GORDOS.
Hoje foi um dia de sorte.
Foi um dia de “arte” interior.
Sempre me senti como um incentivador, hoje sou evitado, alguns dias não estava bem animado e todo mundo demostrava se sentir da mesma forma. Um bando de brochas. Mas sempre tínhamos uma faísca pra reanimar, um incentivo do outro.
Mesmo não concordando com todas aquelas idéias, elas faziam parte de mim, e quando tocávamos tudo á nossa volta era estático, simultaneamente elástico. A nossa inércia era continua por umas três horas de muito barulho calor e suor, e principalmente muita criatividade.
Era uma comunhão de uma sintonia fina, fluindo rápido demais.
Eu cresci com a banda e a banda cresceu comigo. É verídico! Não é clichê dizer isso.
Eu era uma peça importante também.
Aqueles caras, me davam toda a liberdade que eu precisava pra criar, e eu fazia do meu jeito, do jeito que dava, com dicas de amigos especialistas, e depois ficava tão bacana que era gratificante demais.
Viradas nos meios impróprios, em lugares inesperados, dando lugar pros graves do surdo, no meio das frases, dos arranjos distorcidos e harmoniosos, simples e vivos! Tan tarandan tan tan tan tan Tum Tum Tum Tum....
Todos desconhecem nossa introspecção! Todos desconhecem a riqueza do mundo interior de cada um, e julgam, julgam e julgam...
Eu mesmo julguei demais, erroneamente, me arrependo, cada um na sua onda e pronto.
Ninguém quer saber os motivos, e principalmente entende-los.
Se foi uma decisão fácil? Claro que não foi, e confesso, foi um processo doloroso.
Deixar à merce alguns companheiros de banda, como eu acreditava alguns amigos, nunca foi o plano.
Optei por agradar meu pai ( que nos últimos tempos me desagradou muito[esses fatos não lhes cabe por hora] ), mas que sempre vai ser meu pai, até minha morte, que não está muito longe.
Claro que tudo isso é um turbilhão muito mais complexo, um turbilhão moldado e resumido.
São só notas do morto mal interpretado, que mal sabe se explicar, e custa ser ouvido.
São só acordes simples mal arranjados num tom psicodélico.
Me despeço em sol maior, e que todo o cosmo na grandeza das cores e sons abrase vocês MACACOS GORDOS.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Poder da Toníca
Futurística e ávida, voltarei ao toco motor!
Futuro estica e a vida volta, rei alto como Tor!
Futuro estica e a vida volta, rei alto como Tor!
terça-feira, 23 de março de 2010
Quando
Quando descobrir o sentido, sem obedecer meus sentidos.
Quando não existirem certezas, e mesmo assim decidir.
Quando me livrar do ego, sorrir e gritar.
Quando viver for mais simples, sonharei e serei...
Enfim eu, pra ser seu, sendo meu, sendo eu.
Quando não existirem certezas, e mesmo assim decidir.
Quando me livrar do ego, sorrir e gritar.
Quando viver for mais simples, sonharei e serei...
Enfim eu, pra ser seu, sendo meu, sendo eu.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Fabulous Engine
By Internet, by phone, wherever you go always malicious calls
are pronounced.
Appointments with a single purpose.
I'm talking about sex.
Music, foreplay, the climax, orgasms and more orgasms.
Fabulous Engine
Bringing intelligent principles to the land of another dimension!
Fabulous Engine
Bringing together intelligent principles earth from another dimension!
That's it! You're only here because it is the result of a good fuck. Yeah baby!
Already opened your eyes to this?
Look through the keyhole while you are doing, you are
result of a good fuck, or not? And it's all very natural, so
delicious, do not worry, it's a fabulous facility.
Fabulous Engine
Bringing intelligent principles to the land of another dimension!
Fabulous Engine
Bringing together intelligent principles earth from another dimension!
Obs.: Demur, movi para este blog pra deixar só as letras da banda no outro, apaga este e posta o texto novamente pra ficar o seu nome como autor.
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I'm talking about sex.
Music, foreplay, the climax, orgasms and more orgasms.
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result of a good fuck, or not? And it's all very natural, so
delicious, do not worry, it's a fabulous facility.
Fabulous Engine
Bringing intelligent principles to the land of another dimension!
Fabulous Engine
Bringing together intelligent principles earth from another dimension!
Obs.: Demur, movi para este blog pra deixar só as letras da banda no outro, apaga este e posta o texto novamente pra ficar o seu nome como autor.
Jean P. Martins.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Sen ti, dó dà vida
A vida é um conjunto de acontecimentos que se unem em prol de tornar a própria vida mais chata, entediante e triste. Ao aceitar isso, a melhor opcão é me concentrar no mínimo de porcarias possíveis, de modo a me isentar totalmente de ocasiões momentaneamente/atualmente difíceis e futuramente imbecis. Claro, isso acaba me deixando um pouco mais só, um pouco mais triste, um pouco mais pálido e indiferente a vida, mas se o sofrimento é inevitável, então que seja 'eu' o responsável pelo 'meu' e ninguém mais. Essa é minha atual conclusão sobre a vida, e estou certo que daqui a exatamente 43 minutos e 20 segundos ela se tornará o meu último grande engano e meu último maior erro de todos. Mas até lá... o quanto é bela a sensação de ter descoberto todo o sentido da vida :p.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Moderna idade
Escrever o que se queria falar, é uma boa forma de decidir se calar.
É uma pena, nesses casos, no entanto, que existam e-mail e celular.
É uma pena, nesses casos, no entanto, que existam e-mail e celular.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Números complexos
Será o amor medido em números complexos? Uma parte real que nos conquista, uma parte imaginária que nos faz cautelosos, que nos faz sentir medo mas que também nos oferece esperanças e aspirações. Imagine, conhecer os limites entre o que é ou não real, seria fácil afastarmos conscientemente os medos e nos deleitar com o que é agradável. Às vezes, por não conhecermos tais limites, mergulhamos sem exitação nos enganos da parte imaginária, a tratamos como real e erramos nos cálculos.
Ao longo do tempo, um pouco de imaginação se torna realidade e algumas realidades se tornam imagens em nossas lembranças. Mas o ciclo se repete apenas se ignorarmos nosso histórico real e imaginário, a "experiência".
Ao longo do tempo, um pouco de imaginação se torna realidade e algumas realidades se tornam imagens em nossas lembranças. Mas o ciclo se repete apenas se ignorarmos nosso histórico real e imaginário, a "experiência".
O almoço, a garota, o laço e o cão
Se infiltrou em minha mente, de repente, e permiti sem pensar,
Mas se te vejo em minha frente um medo estridente me toma o ar,
O coração corre, os olhos fogem e se escondem sem na verdade querer.
Lembro do brilhar de olhos os quais não sei a cor,
Um belo sorriso que não estou certo se já vi ou não.
Boas lembranças e a história:
O almoço, a garota, o laço e o cão.
Mas se te vejo em minha frente um medo estridente me toma o ar,
O coração corre, os olhos fogem e se escondem sem na verdade querer.
Lembro do brilhar de olhos os quais não sei a cor,
Um belo sorriso que não estou certo se já vi ou não.
Boas lembranças e a história:
O almoço, a garota, o laço e o cão.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
O que se faz?
Um universo que se divide, feito duas páginas antes grudadas, a distância aumenta suavemente. O que era um se torna dois, e ninguém conseguirá me responder, ninguém nunca terá resposta e tudo seguirá... Mas nada será igual.. A experiência de cada novo dia queima aos poucos a magia da vida, a cada nova respiração uma nova nuvem se aproxima encobrindo dias que já foram mais brilhantes; mas não, não é minha culpa, não pode ser minha culpa, por favor! que não seja minha culpa... ao menos essa vez.
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