segunda-feira, 27 de março de 2017

al·ve·jar

1.tornar alvo ou branco; branquear, branquejar, 
2.atingir com pedra, bala, flecha etc.;

Alvejar1 a cidade, alvejando2 a favela?

quarta-feira, 22 de março de 2017

Seja real.

Escrevo um nada por vez,
Por vezes eu penso, em nadar na estupidez
Dez gramas, ou menos,

Se mais, não tenho, nem quero
Só quero não más,

Desejo, só vejo,
Memórias de um trago, de ar
De vida, nas idas

Que linda beleza interior, que não vejo
Que linda ilusão que eu crio
Para enganar-me

Sou sincero, como um sorriso amarelo,
Como submarinoyellow
Como todos mais.

Acreditem, não sou seu,
Idealizem, não serei,

Sou inerte, sou pobre
Sou verde, sou podre,
Mas não fingirei.

Aos que fingem, parabéns,
Aos demais digo amém.

Sobra pouco pra crer,
Daqueles que acreditei,
Sobra pouco pra ser,

Só vejo muitos a dever, no ser real.

Semente

Naquela época,
Você não sorria, você não sofria,
Era um e nada mais.

Hoje, encontra outro dia,
Mas de barriga ainda vazia, a alma se anuvia,
Noutro casulo incolor.

Em conselhos:
Bendita na vida é a lição.
Se não mente na mente,
Semente no coração.

Vacilos

Vacila-se uma vez sem querer,
Outra vez a pouco importar.
Mas se de repente nota-se o custo da importação,
O produto já não tem devolução,
Tornou-se um vacilão!

terça-feira, 21 de março de 2017

Sentimentos

Sentimento é um quarto mal arrumado,
Um banheiro sujo,
A calvície sob o boné,
A baixa auto-confiança enterrada sob o silêncio,
O maconheiro que volta do passeio,
O vômito no banheiro do bar,
O nariz insensível, aspirante e denunciador,
O olhar que foge e não sabe onde ir,
As personagens secretas de nós mesmos,

Sentimento é tudo aquilo que esconde-se mal.
Perceptível, brilho aos olhos, textura, cheiro.

Frágil criatura, morre sempre na boca das mesmas palavras.

Um mero aspecto de ódio

Triscou o dedo pequeno em material rígido, pontiagudo,
Obscuro aspecto, no escuro da dor sem apoios para as mãos,
Chão frio, mente raivosa, sono fugitivo, humilhante.

Foda-se ou foder?
Há quem durma em plena dúvida?

Volto à cama com uma sede latejante.

Indelírio do verbo

Em tudo que sinto, há algo a nadar
Nado e crio nadas,
Há algo novo, e não delirante, em nadar,
Nasceu com a lembrança de água
Mas é apenas um verbo.
Um cidadão comum dentre os outros.
Um que apenas verbaliza,
Apesar da excentricidade,
Um fazedor de nadas.

O ser titubeia

  Nunca devemos supor que o outro tenha sempre algo sábio e bem pensado a dizer, às vezes o ser se esquece do objetivo da fala durante a prá...