terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Mundo moderno melhore.

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio -- maior maldade mundial.

Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matumbo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.

Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, marafonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas.

Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, mercedes, motorista, mãos... Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meiágua, menos, marquise.

Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.

O Homem nú .

Caminha solitário, cabisbaicho.
Não sabe se está triste, não sabe o que é tristesa.
Não sabe se está feliz, não sabe o que é alegria.
Não espressa qualquer sentimento.
Incessante, insistente, caminha...
Pés descalsos, pele nua.
Não tem fome, não tem sede.
É só um homem.
Um homem nú.
Sem rumo.
Sem caminho.
Um homem.
Sem preocupar com nada.
Sem conhecimento.
Sem responsabilidades.
Encontra a macieira carregada.
Frutos vermelhos.
Sangue.
O homem morde o fruto.
Sente o sabor.
O pecado já foi cometido.
É agora outro bicho.
Qualquer outro animal.
Imundo.
Impuro.
Este homem, não é mais um homem.

Balão de gás

Pra que sorrir, se na verdade eu devo chorar
Pra que me iludir, se sei que nada, nada vai mudar
Por que dormir, num apartamento e não se preocupar
Se tudo sera mais cruel quando o sol vier me acordar

Quando a janela se abrir, e voce sentir a falta de ar
Por que então se reprimir, o pulo é a sorte o arrependimento é o azar
Tudo está agora na sua frente e sua mente já não te perturba mais.

Não há como remediar, uma tragédia é uma comédia sem leis
E o que você fez, algo que agora não quer mais pensar
Então se lembrou, de todos aqueles que para trás deixou
Um erro cruel, matou-se mas não só a si matou

Quando a janela se abriu, sentiu aquela falta de ar
Dessa vez não se reprimiu, para a vontade de voar
Tudo que estava a sua frente já não lhe confunde mais!
Fugiu em seu pequeno balão de gás.

É cedo ainda...

Ninguém compreende
Um futuro tão distante
A insonia desse mundo
Capitalismo incessante.

Nunca vão entender
Os motivos e razões
Dessa nossa rebeldia
Dessas nossas maldições.

Caminhando sempre avante
Escrevendo sem parar
Espressando as ideias
Sem sequer se preocupar.

Chula democracia
Que eu sempre adimirei
Nunca vai ser perfeita
Comandada por um rei.

Não pode dizer o que pensa
Não pode falar sem pensar
Não se pode ser honesto
Ou querer se libertar.

Tudo te cerca
Tudo rotula
Olhos abertos
Sentimento de culpa.

E então o que fazer ?
Talvez se matar ? Sem fraquesas.
Melhor esquecer.
Melhor se trancar.

Não mude o mundo

Querer mudar o mundo, essa será sua vergonha
Esquecer-se de si mesmo é o mérito
Assim pensa o milho sobre a pamonha

Por que esforço, sem gratificação
Se você vê um fodido toda manhã
Coloque a corda no pescoço e seja egoísta
Não existe céu, existe a igreja batista

Não discordar é o que importa,
Pois quem descobre tudo, o nada encontra

Bolsos cheios de coisas,
Cabeças cheias de carne,

"Querer" mudar o mundo, essa será sua vida
O espelho mostrará seus restos,
Seus olhos, um pacote de batata frita.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Armagedon

Por Helio Baragatti Neto

Todas as mensagens já foram enviadas,
Todas as palavras já foram proferidas,
Todas as mentiras já foram contadas,
Todas as verdades já foram concebidas.

Todas as letras já foram compostas,
Todas as canções já foram cantadas,
Todas as soluções já foram propostas,
Toas as histórias já foram narradas.

Todos os ideais já foram proclamados,
Todos os textos já foram escritos,
Todos os poemas já foram declamados,
Todos os provérbios ja foram ditos.

Todos os livros já foram publicados,
Todas as paisagens já foram declamados,
Todos os discos já foram lançados,
Todas as teorias já foram estudadas.

Todas as mazelas já foram denunciadas,
Todas dúvidas já foram esclarecidas,
Todas as novidades já estão ultrapassadas,
Todas as transgressões já foram cometidas.

Todas as distâncias já foram encurtadas,
Todos os abismos já foram superados,
Toda a anarquia já foi instituída,
Todos os mares já foram navegados.

Todos os planetas já foram descobertos,
Todas as geleiras já foram foram derretidas,
Todos os escândalos já foram encobertos,
Todas as virtudes já foram esquecidas.

Todas as guerras já foram declaradas,
Todos os acordos já foram assinados,
Todas as memórias já foram sepultadas,
Todos os povos já foram escravizados.

Todas as instituições já foram corrompidas,
Todos os crimes já foram perdoados,
Toda crueldade já foi instituída,
Todos os martírios já foram experimentados.

Todas as leis já foram infringidas,
Todas as violências já foram praticadas,
Todas as ciências já foram desmentidas,
Todas as culturas já foram dizimadas.

Toda intolerância já se tornou rotina,
Todos os preconceitos já estão enraizados,
Toda injustiça impera na surdina,
Todos os inocentes já foram condenados.

Todas as notícias já foram manipuladas,
Toda liberdade já foi destruida,
Todas as vozes já foram silenciadas,
Toda a esperança já foi perdida.

Toda a natureza já foi devastada,
Todas as espécies já foram extintas,
Todas as florestas já foram desmatadas,
Pinta-se um mundo envolto em obscuras tintas.

O que era subliminar tornou-se claro,
Agoniza o amor em todos os corações,
O sonho de mudança é cada vez mais raro,
Os homens matam Deus com suas ações.

E o que resta à humanidade,
Além de inércia e mediocridade ?
Carregar o peso de suas culpas,
Pois, como o mundo, acabaram-se-lhes as disculpas.

Vozes

Por Helio Baragatti Neto

Vivo a vida ouvindo vozes,
Vozes vindo em convulsão,
Vozes novas, vozes velhas,
Vozes vis vagando em vão.

Suaves vozes, vozes virgens,
Vestes alvas nos varais,
Vão-se e voltam em vertigens,
Das varandas vicinais.

Vozes vagas, vacilantes,
Vozes verdes da verdade,
Vizes vivas, vicejantes,
Vertam versos à vontade!

Vinde ouvir a voz do vento!
Vinde ver seu vasto véu!
Leve é a vida em movimento,
Leva a vela avante ao léu.

Vejo um verso evanecente,
Volitando na avenida,
Do universo, livremente,
Voa verso! Vai-te à vida !

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Não, a vida não é somente uma frustração...

Velho ancião da montanha !
Pra que pensar que vamos nos frustrar...
Que tudo vai dar errado.
Que tudo vai acabar ?

Pra vida há um propósito.
Pra isso não há negação.
O proposito simples da vida.
Se resume na EVOLUÇÃO.

É a simples chave de tudo.
Que resume tanta questionação.
Do melhoramento de tudo.
Pra chegar a perfeição.

Cada ação, cada ideia.
Tudo o que podemos saber.
É um processo lento.
Mas um dia você vai entender.

Ó grande ancião da montanha !
Não faça força pra sofrer.
Não tente entender a vida.
Porque a vida não entende você.

To be Continue...

Parnaso

Como um poeta morto, poderia entender tanta confusão ?
Os sinos soando alto, tantos fiéis, a multidão.
O poeta morto nunca procurou um caminho...
Sempre seguiu seu destino sem saber aonde ia dar...
O poeta morto não se preocupou com o amanhã...
O poeta morto jamais foi esquecido...
Pobres seres irracionais, mais de certa forma pensam, até que são legais...
Rimam o banal, fazem o que pra eles é normal.


Continua no proximo episódeo...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Pensar que pensa é um bom modo de desenvolver o pensamento

Às vezes quando se pensa que é intectual tudo se torna por um
momento claro, tão belo como a luz do dia, transparente como o mais valioso
cristal que reluz forte quase ao ponto de cegar mas que deixa as mais
belas sequelas "óticas-morais" da vida.
Percebe-se então que tudo não passa de vagas interpretações do que
um dia foi realmente pensado pelo verdadeiro espírito-livre que o pensou.
Encarar a própria mediocridade realmente não é fácil.
Faz seu cérebro estagnar, tanto que, desde de que me dei com tal
pensamento não consigo fazer minhas velhas conjecturas imbecis mas
que pareciam a mim, seu criador, tão inteligentes. Onde está minha
facilidade pra escrever pequenas músicas engraçadas, meus momentos
de criação fortuitos?...
Chego hoje a pensar que tudo que cheguei a produzir foi puramente
psicológico. Retorno em minhas poucas lembranças e vejo que isso é
bem possível. Lembro-me que quando assistia Rambo ficava um dia
inteiro sem sorrir e fazendo muitas flexões e abdominais apenas porque
Rambo fazia. Tudo sempre me afetou de uma forma estranha.
Minhas influências me levaram a achar que penso...
AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Sinto uma imensa vontade de gritar.
Pena ser eu um covarde...
Pelo menos essa foi uma das melhores fases que já tive.
Lembro de minha felicidade quando via que alguém, após ler,
gostava de um texto meu.
Agora tudo já passou...
Maldito psicológico...
Invejo os seres que não têm a capacidade mental de pensar...

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

"Viver na incerteza é melhor que na certeza de que nunca irá viver"


Assim Falava O Macaco

 Eu não quero volta ao passado. Precisamos reacreditar. "Vou realocar meus investimentos assim serei inteligente e adequado ao mundo at...