Em um expresso, alegoria catastrófica, seres, se unem em prol de ideias. Minhas idéias, nossas idéias, suas idéias, compradas, vendidas, mas nossas. Com todo o orgulho gritamos, berramos, latimos idéias, sussurramos a logica! Olhe ao redor, se veja, avalie, desconfie de suas certezas! O ser quando move traz consigo o rastro de suas fragilidades, avalie, mais uma vez! Você com a razão, está sendo usado, por alguém mais esperto, usado, por alguém mais prático! Usado! Seu raciocínio é inválido, sua geniosidade, inválida, você: apenas alguém, usado! Quando tiver certezas, desconfie, certezas são fraquezas a espera do triunfo do inimigo! A sabedoria não pode brotar de certezas! Você, eu, estamos errados, esteja incerto disso!
sábado, 14 de março de 2015
sábado, 28 de fevereiro de 2015
2 em 1
Não sei o que há de errado comigo, quando menino tinha várias musas, mas agora que elas tiram foto da bunda fico sem jeito de romantizar.
Talvez tenha sido um tanto quanto inocente, pois apesar de contente, ainda falta que contente minha antiga ilusão. Mas isso só me apetece à noitinha, um pouco antes do cacarejar das galinhas, quando o sol cruza a linha entre o céu e o pensar.
É tão curto o momento... e como quase nunca me sustento sem antes regurgitar, escrevo algum texto que me lembre sobre o que estive a pensar. Mas o ser que acorda não sou eu, e ele quase nunca me ouve, me condena a essa vida de noite e até se envergonha, se evade, se alguém questionar.
Mas é claro, nem tudo que escrevo, eu sustento, pois nem todo lamento precisa ser dialético. As vezes sou até mesmo antitético, mas que se dane 'ser ético', este que vive de noite deixa as contradições àquele que vive a-manhã.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Osoiciv olcic
A necessidade de extinguir de si mesmo a solidão
Se disfarça de amor, ou lirismo.
Espero que não seja só meu esse egoísmo,
Mas melhor que fosse só meu...
Em meio ao som que exala,
Interpretações erradas, do querer, do sentir.
Idealizações, racionalizações que só dizem
Que o melhor não existe, tudo está por vir.
Ao fim, as lembranças e escolhas
Te impulsionam fora da bolha,
Mas o ser fraco, com o impacto, volta a cair.
E nessas idas de más consequências,
A neurose é a insistência que te dá direção.
Com o medo de que já tenha sido,
No passado escondido,
O caixão de suas emoções.
domingo, 25 de janeiro de 2015
Lembra-te da culpa?
Lhes mostrei um oito, me pediram um dez
Amei, me disseram que era insuficiente
De tudo que realmente importava,
Preferi certezas às minhas dúvidas.
Usei números que não eram meus e
Amei como se fosse outra pessoa
Voltei ao passado para entender,
Voltei ao presente como culpado.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Fim de ano...
Feliz na tal expectativa do mérito! Promessas no futuro do presente, arrependimentos no futuro do pretérito.
domingo, 30 de novembro de 2014
Fraquezas em palavras
Por vezes, nos escapam fraquezas em forma de palavras. Tão ingênuo é o
ser humano... e foi só ao ver o som, em língua e onda, estalando entre
vácuo e ar, que percebeu o colorido infantil dos ideais da vida adulta.
Senti(n)do da vi(n)da
Se não acredita-se no sistema, é difícil ser avaliado por ele. Os
desistentes são apenas desistentes? Ou seria apenas o "status quo"
definindo quem são os corajosos e quem são os fracassados? A cada amigo
em busca de "uma vida estável" uma tristeza... estabilidade é MORTE,
vida não é sonhar com a felicidade, a vida deveria acontecer! Mas caso
não resistirmos, e entupirmos nossos ânus com dinheiro-papel, lembremos
da infância e dos compromissos com a Faber-Castell: um coração, um
cavalo, num pedacinho de pastel!
Instantes de indecisão
Infinitésimos que se abstraem em contextos variados e quebra cabeças que
não se completam no raciocínio. A cada passo lógico um retrocesso, e se
não se sabe caminhar de outra forma, mesmo que útil, o caminhar não te
leva a muitos lugares. O alheamento é quase um alento e aqueles que
cotidianamente o buscam tem medo de encontrar...
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Na superfície
Na superfície,
O belo é áspero,
O calor... frio,
As idas são vindas,
E as histórias são queixas.
E é por não procurar a luz
que a sombra vive melhor do que eu.
O belo é áspero,
O calor... frio,
As idas são vindas,
E as histórias são queixas.
E é por não procurar a luz
que a sombra vive melhor do que eu.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Reflexo no espelho de si-bemol
Será esse o silêncio? Mas e esses zumbidos?
Insetos ou apenas ouvidos fodidos, já não sei...
Um dia inteiro de ócio, seguido de uma noite de sono tão pálido quanto a expectativa do dia seguinte...
É ranzizisse, eu percebo. Aquela coisa, você mora com pessoas que não conhece, então, mesmo quando elas não estão, te incomodam. Todo mundo é ranzinza, mas é um saco saber que isso é seu trunfo na vida.
-- O que você faz? O que você gosta?
-- Ah, eu sou ranzinza, tenho me dedicado bastante por esses dias! Quer ver?
-- Hum, tudo bem, vá em frente!
-- Tá vendo aquele cara ali, com os dreads! E aquele outro ali com o boné colorido! Tem aquela mina também, com cabelo vermelho e fumando um cigarro de menta!
-- Tá bom, to vendo, o que tem?
-- Então, eles são todos imbecis! Mas sabem o que eles tem em comum?
-- Sei lá, a imbecilidade!?
-- Isso também, mas você não tá me levando a sério. Já pensou porque as pessoas fazem isso?
-- Isso o quê, caralho!
-- Por que elas se enfeitam, ornamentação essas merdas! Eu tive pensando, isso tudo é imbecilidade! Todo mundo quer ser e sentir-se um indivíduo nessa porra de planeta de bilhões, eu vejo essa vontade em todo mundo, todo o tempo, e, na verdade, não sei se tô pirando, mas isso é a origem de grande parte das merdas todas!
-- Caralho, as roupas? Ou você tá viajando ou eu já tô bêbado demais...
-- Não as roupas, porra, a vontade ser especial!
-- Ah tá, mas ainda não saquei o que tem haver o cú com a bunda!
-- Já pensou por que você começou a beber? Não hoje, mas no começo! Imagina, você magrelo, 14 anos, vendo todos aqueles caras mais velhos arrancando suspiros das garotas que você queria comer. Daí você pensa, quer dizer, não pensa é instintivo: "beber é legal, eu não bebo e não quero ser assim o resto da vida" então você começa a beber. Depois que você já bebe, você alguns amigos fumando, e de novo "fumar é legal eu não fumo e não quero ser assim o resto da vida", daí vai. Mas o que tô querendo dizer não tem nada haver com as perguntas ou a porra que for que te faça fazer o que faz, o que digo é que no fundo no fundo, tudo se resume a querer pertencer a um subgrupo pequeno da população, aquele grupo que te faça pensar "eu quero que me vejam assim, que me interpretem assim". Sacou?
-- Tá, mas qual a importância disso cara? O mundo é idiota mesmo, mas e daí?
-- Como e daí! É daí que veio essa superficialidade de merda, porque não vale nada você saber sobre arte, ler mil livros ou curtir esssa ou aquela banda se você não mostrar pra ninguém, ou seja, é sempre questão de soberba e auto-afirmação! Eu não tô dizendo que todo mundo é falso no gostar ou não gostar, o que digo é que esses gostos "refinados" são usados da mesma forma que quem enche o fusca de som e sai pelas ruas escutando uma merda popular qualquer. Quando eu vejo um feminista, eu não vejo uma pessoa lutando por mudança, eu vejo alguém que quer ser visto como feminista; quando eu vejo um cara bêbado fazendo questão de mostrar sua bebura-loucura, eu vejo alguém querendo ser visto como o "loucão" do lugar; tudo é uma farsa inventada por alguém que quer ser visto como pertencente a um determinado subgrupo da população.
-- Mas porra, todo mundo faz isso mesmo, são de falsas intenções que o mundo se move. Um acerto no erro, um acerto na ilusão. Você mesmo tá fazendo isso agora me dizendo essas suas ideias. Não acha?
-- Humm... é...
-- Já eu, nem converso...só bebo!
-- No fim, vai ver eu fico nessa viagem só pra me identificar, criar meu indivíduo. Merda, tô aqui 'filosofando' sobre o fedor dessas merdas, quando na verdade a merda tá dentro da minha cabeça, ironias do intestino!
Insetos ou apenas ouvidos fodidos, já não sei...
Um dia inteiro de ócio, seguido de uma noite de sono tão pálido quanto a expectativa do dia seguinte...
É ranzizisse, eu percebo. Aquela coisa, você mora com pessoas que não conhece, então, mesmo quando elas não estão, te incomodam. Todo mundo é ranzinza, mas é um saco saber que isso é seu trunfo na vida.
-- O que você faz? O que você gosta?
-- Ah, eu sou ranzinza, tenho me dedicado bastante por esses dias! Quer ver?
-- Hum, tudo bem, vá em frente!
-- Tá vendo aquele cara ali, com os dreads! E aquele outro ali com o boné colorido! Tem aquela mina também, com cabelo vermelho e fumando um cigarro de menta!
-- Tá bom, to vendo, o que tem?
-- Então, eles são todos imbecis! Mas sabem o que eles tem em comum?
-- Sei lá, a imbecilidade!?
-- Isso também, mas você não tá me levando a sério. Já pensou porque as pessoas fazem isso?
-- Isso o quê, caralho!
-- Por que elas se enfeitam, ornamentação essas merdas! Eu tive pensando, isso tudo é imbecilidade! Todo mundo quer ser e sentir-se um indivíduo nessa porra de planeta de bilhões, eu vejo essa vontade em todo mundo, todo o tempo, e, na verdade, não sei se tô pirando, mas isso é a origem de grande parte das merdas todas!
-- Caralho, as roupas? Ou você tá viajando ou eu já tô bêbado demais...
-- Não as roupas, porra, a vontade ser especial!
-- Ah tá, mas ainda não saquei o que tem haver o cú com a bunda!
-- Já pensou por que você começou a beber? Não hoje, mas no começo! Imagina, você magrelo, 14 anos, vendo todos aqueles caras mais velhos arrancando suspiros das garotas que você queria comer. Daí você pensa, quer dizer, não pensa é instintivo: "beber é legal, eu não bebo e não quero ser assim o resto da vida" então você começa a beber. Depois que você já bebe, você alguns amigos fumando, e de novo "fumar é legal eu não fumo e não quero ser assim o resto da vida", daí vai. Mas o que tô querendo dizer não tem nada haver com as perguntas ou a porra que for que te faça fazer o que faz, o que digo é que no fundo no fundo, tudo se resume a querer pertencer a um subgrupo pequeno da população, aquele grupo que te faça pensar "eu quero que me vejam assim, que me interpretem assim". Sacou?
-- Tá, mas qual a importância disso cara? O mundo é idiota mesmo, mas e daí?
-- Como e daí! É daí que veio essa superficialidade de merda, porque não vale nada você saber sobre arte, ler mil livros ou curtir esssa ou aquela banda se você não mostrar pra ninguém, ou seja, é sempre questão de soberba e auto-afirmação! Eu não tô dizendo que todo mundo é falso no gostar ou não gostar, o que digo é que esses gostos "refinados" são usados da mesma forma que quem enche o fusca de som e sai pelas ruas escutando uma merda popular qualquer. Quando eu vejo um feminista, eu não vejo uma pessoa lutando por mudança, eu vejo alguém que quer ser visto como feminista; quando eu vejo um cara bêbado fazendo questão de mostrar sua bebura-loucura, eu vejo alguém querendo ser visto como o "loucão" do lugar; tudo é uma farsa inventada por alguém que quer ser visto como pertencente a um determinado subgrupo da população.
-- Mas porra, todo mundo faz isso mesmo, são de falsas intenções que o mundo se move. Um acerto no erro, um acerto na ilusão. Você mesmo tá fazendo isso agora me dizendo essas suas ideias. Não acha?
-- Humm... é...
-- Já eu, nem converso...só bebo!
-- No fim, vai ver eu fico nessa viagem só pra me identificar, criar meu indivíduo. Merda, tô aqui 'filosofando' sobre o fedor dessas merdas, quando na verdade a merda tá dentro da minha cabeça, ironias do intestino!
domingo, 11 de agosto de 2013
Ele era, era quem?
Ele era ateu, budista apenas como trocadilho.
Ele podia viver, mas queria ser cientista.
Sentia sua mente derreter, não era compreensível.
Ele queria um tênis novo, mas tinha preguiça.
Queria entrar no restaurante, mas não entrava.
Queria ver aquilo, mas não parava de andar.
Queria cumprimentar as pessoas, mas parecia invisível.
Ele usava roupas sujas, porque não queria lavá-las.
Podia comprar mais roupas, mas não tinha vontade.
Ele comprou uma bicicleta, com sua imaginação.
Mas vendeu, sem precisar deixar digitais.
Ele cavou um buraco muito raso pra ser um buraco,
muito buraco pra ser um caminho.
Poderia ser comunista, pra não ser individualista.
Mas ele vendeu a bicicleta, então tudo está claro.
Ele só falava de si mesmo, porque não conhecia mais ninguém.
Queria saber das coisas, mas as esquecia
Sabia de algumas coisas, mas ninguém as perguntava.
Perguntavam outras coisas, que ele não sabia.
Ele não sabia nada!
Ele queria ser engraçado, mas não era.
Ele queria agir naturalmente, mas não estava bêbado.
Ele tinha medo do futuro e medo do passado,
Mas ele não tinha passado, o passado já não era ele.
Quem era ele? Ele não mais sabia.
Ele ficava triste, depois passava.
Ele se sentia deprimido, mas depois passava.
Iria dominar o mundo, mas depois passava.
Iria conseguir, mas se entristecia...
Sentia o cheiro da comida, mas não a aceitava.
Queria beber um pouco de água, mas não pedia.
Lhe ofereciam um pouco de água, ele não aceitava.
Lhe ofereciam água, ele não queria.
Ele bebia água.
Ele andava como se tivesse onde ir,
Queria olhar a paisagem, mas não tinha tempo.
"Está indo a algum lugar", mas não estava.
Queria parar e tirar fotos, mas não parava.
Queria comprar uma lembrança, mas passava direto.
Dobrava a esquina, voltava, fingia ter esquecido algo.
Voltava, comprava a lembrança.
O chamavam na rua, queriam cigarro.
O chamavam na rua, pra vender algo.
Ele voltava pra casa,
Descobria o que era super-martingale, mas nunca iria usar
Planejava futuros, mas passava.
Sabia o porque do João Goulart não ter reagido, mas esqueceria.
Imaginava o que as pessoas faziam, não gostava.
Queria um lugar cheio de pessoas, pra ficar sozinho.
Queria ter ideias, mas não tinha.
Tinha ideias que não queria e as condenava.
Ele podia viver, mas queria ser cientista.
Sentia sua mente derreter, não era compreensível.
Ele queria um tênis novo, mas tinha preguiça.
Queria entrar no restaurante, mas não entrava.
Queria ver aquilo, mas não parava de andar.
Queria cumprimentar as pessoas, mas parecia invisível.
Ele usava roupas sujas, porque não queria lavá-las.
Podia comprar mais roupas, mas não tinha vontade.
Ele comprou uma bicicleta, com sua imaginação.
Mas vendeu, sem precisar deixar digitais.
Ele cavou um buraco muito raso pra ser um buraco,
muito buraco pra ser um caminho.
Poderia ser comunista, pra não ser individualista.
Mas ele vendeu a bicicleta, então tudo está claro.
Ele só falava de si mesmo, porque não conhecia mais ninguém.
Queria saber das coisas, mas as esquecia
Sabia de algumas coisas, mas ninguém as perguntava.
Perguntavam outras coisas, que ele não sabia.
Ele não sabia nada!
Ele queria ser engraçado, mas não era.
Ele queria agir naturalmente, mas não estava bêbado.
Ele tinha medo do futuro e medo do passado,
Mas ele não tinha passado, o passado já não era ele.
Quem era ele? Ele não mais sabia.
Ele ficava triste, depois passava.
Ele se sentia deprimido, mas depois passava.
Iria dominar o mundo, mas depois passava.
Iria conseguir, mas se entristecia...
Sentia o cheiro da comida, mas não a aceitava.
Queria beber um pouco de água, mas não pedia.
Lhe ofereciam um pouco de água, ele não aceitava.
Lhe ofereciam água, ele não queria.
Ele bebia água.
Ele andava como se tivesse onde ir,
Queria olhar a paisagem, mas não tinha tempo.
"Está indo a algum lugar", mas não estava.
Queria parar e tirar fotos, mas não parava.
Queria comprar uma lembrança, mas passava direto.
Dobrava a esquina, voltava, fingia ter esquecido algo.
Voltava, comprava a lembrança.
O chamavam na rua, queriam cigarro.
O chamavam na rua, pra vender algo.
Ele voltava pra casa,
Descobria o que era super-martingale, mas nunca iria usar
Planejava futuros, mas passava.
Sabia o porque do João Goulart não ter reagido, mas esqueceria.
Imaginava o que as pessoas faziam, não gostava.
Queria um lugar cheio de pessoas, pra ficar sozinho.
Queria ter ideias, mas não tinha.
Tinha ideias que não queria e as condenava.
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